Aviso de cookies

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

A misteriosa Biblioteca de Metal do Equador


Uma antiga biblioteca no Equador, localizada sob a selva oriental desse país, reúne muitos mistérios e artefatos de metal cuja origem levanta muitas questões. Estudos já foram feitos e ainda há muito o que se descobrir sobre a sua origem, seus artefatos e volumes.

***   ***   ***

Dentro de uma floresta tropical, localizada ao sul do rio Santiago, a cerca de 500 metros de altitude, está a Biblioteca de Metal sob a floresta; em uma caverna de cerca de 200 metros de profundidade.

Referências sobre a biblioteca existem datadas de 1860, e é sabido que algumas incursões de caçadores de tesouros e militares foram empreendidas na década de 1960.

A biblioteca ficou conhecida, através do livro “O Ouro dos Deuses”, de 1973, de Erich von Däniken. No livro, ele conta que János Juan Móricz, diz ter explorado a caverna em 1969 e tendo descoberto, além da biblioteca metálica, muito ouro e esculturas incomuns.

Até mesmo o ex-astronauta Neil Armstrong, em 1976, participou de uma exploração organizada pela Stan Hall da Escócia. Tal empreendimento foi considerado um dos mais caros em exploração de cavernas e contou com uma equipe de mais de 100 pessoas, entre elas, especialistas dos mais variados campos, militares, uma equipe de filmagem e espeleólogos (estudiosos das cavidades naturais do solo). 

Veja o vídeo (no idioma espanhol, sem legendas)

Veja mais sobre essa história em

Biblioteca de metal foi encontrada em cidade subterrânea no equador

Clique para ler







quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 61/2018



Aprovado pelo Senado Federal o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 61/2018, nº 1.944/2015. Ele Dispõe sobre a obrigatoriedade de os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas disponibilizarem meios de acesso público para consulta a informações cadastrais dos profissionais registrados.
São 4 artigos:

Art. 1º Esta Lei regulamenta o acesso público a informações cadastrais dos profissionais registrados em conselhos federais e regionais de fiscalização de profissões regulamentadas.

Art. 2º Os conselhos federais e regionais de fiscalização de profissões regulamentadas deverão disponibilizar, gratuitamente, em suas sedes e em seus sítios na internet, meios de acesso a informações cadastrais dos profissionais registrados, das quais deverão constar nome completo e fotografia de rosto atualizada do profissional, seu número de registro, especialidade, se houver, e local principal de sua atividade, além de outras informações, a critério dos conselhos.

Art. 3º O acesso cadastral deverá:
I - conter ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma objetiva, clara e em linguagem de fácil compreensão;
II - garantir a autenticidade e a integridade das informações disponíveis para acesso;
III - assegurar a disponibilidade e a atualização das informações para acesso;
IV - possibilitar a acessibilidade de conteúdo para pessoas com deficiência.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor após decorridos 90 (noventa) dias de sua publicação oficial.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Busca na Bibloteca - 2002061100


Busca na Biblioteca:  Foto Misteriosa

A Pergunta:
Quem é esse homem? Onde ele está? O que ele está a fazer?








A Resposta:

Brasil: Rio de janeiro, 10 de abril de 1915.

Constâncio Alves, Bibliotecário diretor da Seção de Imprensa, na Biblioteca Nacional ministrando a aula inaugural do curso de Biblioteconomia instituído nessa repartição pela reforma de 1911.


domingo, 2 de fevereiro de 2020

Um indivíduo manchando a reputação do Bibliotecário


A mídia nos traz a notícia de que um profissional, num período de 25 anos, “contrabandeou cerca de 300 documentos no valor de mais de US$ 8 milhões para fora da Biblioteca Carnegie de Pittsburgh, onde atuou como gerente exclusivo da sala de livros raros”.

Diz a notícia que “A equipe da biblioteca descobriu o engano em abril de 2017, quando uma avaliação rotineira do seguro revelou 320 itens desaparecidos, incluindo atlas, mapas, livros de pratos, álbuns de fotografias e manuscritos, além de 16 obras danificadas”.

Da minha parte, um bom estudo de caso: Como um indivíduo pode por em risco a reputação de toda uma classe profissional.

Reza o Artigo 5 do Código de Ética brasileiro que entre os deveres do Bibliotecário, deve ele exercer a profissão “aplicando todo zelo, capacidade e honestidade” no exercício da profissão.

No Artigo 6, deve o Bibliotecário “dignificar moral, ética e profissionalmente a categoria, por meio de seus atos, no desempenho de cargo, função ou emprego”.

Como agravantes, pinçando o Artigo 12 do Código, vemos o infrator ter agido com dolo ou má-fé praticando a fraude; ter cometido a infração para obter vantagem pecuniária decorrente de ação ou ao disposto na legislação em vigor; ter agido com premeditação. A tudo isso, soma-se a evidência de ter ocorrido o conluio com outras pessoas.

O julgamento do caso, na esfera civil, será em 17 de abril deste ano.

Vale uma reflexão.

Veja a notícia


Licença Creative Commons
O trabalho "Um indivíduo manchando a reputação do Bibliotecário"
de Elsa Wanderley
está licenciado com uma
Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

A Biblioteca no Tico-Tico


Autoria: Elsa Wanderley - CRB-7:  3424



Um acervo de HQs na Biblioteca Nacional – O Tico-Tico na Biblioteca
Nem todos os amantes da HQs imaginam que a Biblioteca Nacional tenha em seu acervo uma série de almanaques anuais da primeira revista a publicar Histórias em Quadrinhos, no Brasil, do período de 1911 a 1958. Mais ainda, pela internet, através da Biblioteca Digital, temos acesso a 35 edições do almanaque; tais publicações podem ser acessadas e lidas pelos curiosos, aficionados e historiadores.

A Revista Tico-Tico, cujo título nasceu da imagem agitada do passarinho do mesmo nome, foi criada no ano de 1905 e circulou até a década de 60, com periodicidade semanal. A publicação francesa “La Semaine de Suzette”, de grande circulação na época, teve bastante influência na sua criação e formatação.
Dia Nacional das HQs - 30 de janeiro

O Tico-Tico foi abraçado pelos leitores brasileiros, chegando a alcançar uma tiragem significativa para época. Algumas edições atingiram a marca de 100 mil exemplares.

Um dos seus fãs declarados foi Rui Barbosa, “Tanto que, segundo o anedotário da época, certa vez, em pleno Senado, ao ser indagado com impertinência por outro parlamentar sobre a fonte de uma de suas citações, Rui teria respondido: "Li no Tico-Tico..."

Com artigos, tiras cômicas e HQs, a revista tinha “uma postura firme em relação a seus objetivos didático-pedagógicos, mantendo-se arraigada à missão de entreter, informar e formar, de maneira sadia, a criança brasileira”.

***   ***   ***  

O Tico-Tico e suas referências às Bibliotecas

Ao ler a revista, temos a nítida percepção da preocupação em mostrar ao seu público leitor a importância das Bibliotecas, aguçando assim o desejo pelo conhecimento dos interiores das Bibliotecas, com seus acervos, com maior intimidade. Daí a razão do título deste artigo: A Biblioteca no Tico-Tico.

Na edição de 1917, vemos uma história em quadrinhos na qual o personagem busca a Biblioteca Nacional para obter informações relevantes para o estudo de um caso.

Outras edições fazem referências a outras Bibliotecas, como nas edições de 1947, 1948, 1953 e 1958. Vemos referências às Bibliotecas de Paris, Madri, Viena, Munique, de Alexandria, dos mosteiros do Tibete e até mesmo da Biblioteca de Assurbanipal.

A título de curiosidade, na edição de 1958, escolhi os seguintes textos para uma boa apreciação:

No artigo “Mateus, o Corcunda”, diz o texto: “E ainda hoje, se vocês forem, à Biblioteca Nacional, em Paris, na seção onde um arquivista cuida, com amor, preciosos manuscritos da Idade Média, observarão, numa ilustração sobre pergaminho, uma ingênua e delicada "Natividade" na qual um pequeno corcunda toca a sua bandurra[1], entre os pastores que circundam o Menino Jesus.”

No artigo “Almanaques e Calendários” faz referência à Biblioteca Nacional de Viena: “A partir do século XII aparecem já com mais freqüência os almanaques que contém notas sobre as lunações, eclipses, conjunções dos planetas e curso dos astros errantes. Na biblioteca nacional de Viena se conserva um manuscrito do século XIII, no qual se detalha de um modo sucinto o curso dos planetas para o ano 1285.”

***   ***   *** 
Na semana em que comemoramos “O Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos”, lembrar a Revista “Tico-Tico”, é enaltecer a importância que ela teve não somente na formação de leitores deste país, como também a sua linha editorial dando importância às Bibliotecas.


Referências

Biblioteca Nacional - Biblioteca digital
Acesso em 24/01/2020

Biblioteca digital - Almanaque do Tico-Tico (RJ) - 1911 a 1958
Acesso em 24/01/2020

Biblioteca digital - Almanaque do Tico-Tico (RJ) – 1958
Acesso em 24/01/2020

Portal de Revistas da USP - A postura educativa de O Tico-Tico: uma análise da primeira revista brasileira de histórias em quadrinhos. Publicado em 30/08/2008.
Acesso em 24/01/2020

Câmara dos Deputados - O Tico-Tico, a primeira revista em quadrinhos do Brasil
Acesso em 24/01/2020

La Semaine de Suzette
Blog “La Semaine de Suzette”
Acesso em 24/01/2020

Projeto Memória – Fundação Banco do Brasil
Acesso em 24/01/2020




[1] Pequena guitarra de 4 ou 6 cordas, de braço curto.





***   ***   ***

Licença Creative Commons

O trabalho "A Biblioteca no Tico-Tico" de Elsa Wanderley está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

Desafio

Quebra-Cabeças
O que pode nos oferecer um livro, depois de aberto?
Clique nas peças e as arraste para as posições certas até finalizar o desafio
Você pode iniciar agora e dar continuidade em outra hora, outro dia. O jogo guarda na memória a sua montagem até você terminar!